20 de agosto de 2014

Resplendor

O recomeço então mostrou-lhe as portas, todas entreabertas. Uma única vez poderá estar além de uma delas para que todas as outras possam fechar. Esse é o poder da escolha, o poder que todos os corpos vazios à sua volta ainda não enxergaram.
Aqueles que permanecem inertes perdem a chance de atravessar, pois cada porta tem seu tempo de vida, nada escapa da morte. E agora que ele atravessou, enxergou novos horizontes. E mesmo sem querer, levou-a junto ao mesmo destino. Aliás, ela sempre esteve ali, enterrada palmos adentro do lado esquerdo de seu peito. Ela sempre esteve. O vazio fora preenchido com novas oportunidades e ela sorriu mais uma vez, se escolhesse a porta errada talvez já não estivessem juntos.
E ao raiar do sol, tal resplendor guiava-no em uma direção melhor. Ou será apenas uma distração?
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